Ué, acabou?

Depois da negação e da quase plenitude da aceitação, finalmente chegamos ao estágio em que você seca e morre no meu peito. Estou feliz. É claro que fica um vazio, principalmente quando te vejo de longe e sei que não vou mais tocar a sua pele, pois se tocasse, não iria sentir. Fiquei revendo cada passo do que aconteceu, a forma que as coisas tomaram... realmente não foi nada. Um dia eu acordei, olhei bem pra sua cara e decidi projetar meus sonhos em você. Nada que eu nunca tenha feito antes. Nada que tenha sido difícil com seus olhinhos me olhando e aquelas frases que você diz só pra testar minhas reações. Eu sinto falta do teu cheirinho e saudades dos beijos que não aconteceram. Passei dias tentando escrever o texto perfeito pra elucidar em mim o que estava acontecendo, pra exorcizar essa convalescença obsessiva por você. Então eu acabei escrevendo como louca porque essa paixão fabricada estava com fome e se contorcia... nós não a alimentávamos, demos apenas petiscos e agora os petiscos acabaram. Eu não me arrependo, nem da tristeza, nem das gargalhadas e das brincadeiras sem pudor. Eu sei que foi tudo como tinha que ter sido e admito que seria muito estranho, mas sem dúvidas também seria bom. Nós tentamos nos encaixar em milhões de canções românticas, desde “You’re beautiful” até “Antes das seis” e tudo o que conseguimos pra escrever em nossa lápide foi:

Mas então,por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim
". ”

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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos, publicidade, evangélica
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